| Uma Obra: A Usina. |
Imagine A usina foi construída dentro de
um novo modelo, pioneiro no setor elétrico. Nele, as empresas construtoras, fabricantes,
montadoras e projetistas seguiram um
plano geral de qualidade acompanhado por uma
auditoria interna das próprias empresas e pela
gerência técnica da Gerasul. A organização e o planejamento do trabalho permitiram que se trabalhasse
com estoque reduzido. Por isso, diariamente
chegavam ferro e aço do Rio Grande do
Sul e cimento do Paraná, além de outros materiais
que não se resumiam à matéria-prima para a
usina propriamente dita. Dia sim dia não, um
caminhão de hortifrutigranjeiros chegava de Curitiba para abastecer o refeitório, que servia
8.000 refeições diárias entre café, almoço e jantar. Eram utilizados 60 sacos de batata, 1,5 toneladas
de arroz e 2,5 toneladas de carne. A padaria
do canteiro enfornava 25 mil pães todos os
dias. As roupas de cama eram trocadas a cada
dois dias, o que obrigava a lavanderia industrial
a dar conta de 5 toneladas diárias de lençóis e
fronhas. O transporte de pessoal entre os alojamentos
no próprio canteiro de obras e entre as
cidades vizinhas, onde viviam muitos operários,
exigia uma frota de 58 ônibus. Os desafios estavam por toda parte. Dentro da casa de força, onde são acondicionadas as unidades geradoras e todos
os outros equipamentos eletromecânicos, a complexa
montagem de peças com milhares de toneladas
desafiou diariamente os responsáveis em
fazê-las trabalhar com precisão milimétrica. Cada
uma das turbinas hidráulicas pesa 1.150 toneladas.
Verticais, elas não são apoiadas no solo, e
sim penduradas em mancais de sustentação, onde
o giro provoca o atrito de aço contra aço. Para
que as peças não se desgastem mais do que o
previsto ou não haja superaquecimento, há um
sistema preciso para injeção de óleo no local. As |
As turbinas têm
um controle
extremamente complexo de pás móveis que calibra a entrada de água para mantê-las girando a exatos 128,57 rpm. |
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Concretagem das paredes internas dos túneis forçados. |
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