Uma Nova Vida: Aprovação do plano de mudança

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UMA NOVA VIDA

Com a aprovação do plano de mudança e do plano diretor pela Câmara de Vereadores e administração municipal, a partir de 1984 foi acelerado o processo de implantação da nova cidade. No plano estavam algumas diretrizes que definiam os procedimentos e a forma como se tentaria manter a identidade
existente entre os moradores e a cidade velha. Era fundamental preservar os usos e costumes, manter as atividades econômicas, garantir os direitos de inquilinos e arrendatários, viabilizar o uso racional do solo nos espaços centrais da cidade nova, preservar a memória da cidade que seria inundada e a configuração urbana da cidade nova, entre outros itens. O trabalho inicial feito pelos técnicos constatou que os moradores teriam dificuldade em gerir a construção das residências. Por isso, três opções foram oferecidas à população. A primeira era a indenização. A segunda era o pagamento aos proprietários para providenciar projeto e construção por conta própria. E a terceira era a permuta da casa da cidade velha pela casa na cidade nova, cujos projeto e construção seriam providenciados pela empresa com acompanhamento dos proprietários.
Também eram oferecidos incentivos, como maior área construída, para evitar evasão da cidade. Mais de 95% da população optou pela terceira modalidade. A distribuição dos lotes para os moradores foi definida no plano de mudança, estabelecendo-se o Ponto Mais Central (PMC) na cidade velha e a partir dele a ordem de escolha..

 
Dia da mudança
Dia da mudança.

As primeiras mudanças ocorreram em 1987, quando as famílias de Vitorio Gelinski e Eugênio Picolli passaram a morar na cidade nova. Gelinski lembra que nos primeiros meses não havia luz, e que depois de sua mudança houve um período relativamente grande até outras famílias se transferirem. A sua casa está situada no bairro Pioneiros, em homenagem ao fato deles terem sido os primeiros moradores da nova Itá. Quando as duas famílias se mudaram, quase todas as obras de infra-estrutura e dos prédios públicos estavam prontas, faltando apenas o término da construção das residências. Quando tudo parecia estar correndo bem, a redução no aporte de recursos federais no final da década de 80 obrigou a diminuição do ritmo das obras. O problema é que parte da cidade já havia sido transferida. Moradores e equipamentos públicos como prefeitura e escola já funcionavam no novo local, enquanto outra parte da população e estabelecimentos comerciais ainda continuavam na cidade velha. Com isso, durante aproximadamente três anos, entre 1988 e 1991, aconteceu a coexistência de duas cidades. A empresa, para tentar minimizar os transtornos, por dois anos manteve transporte coletivo gratuito entre as duas sedes.