
| UHE-Itá - uma história | |||
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| O Canoas vem pelo meio do território catarinense. É lento nos primeiros 320 quilômetros que
percorre no planalto. Depois, cai 360 metros em
apenas 180 quilômetros. O Pelotas é mais abrupto:
cai 840 metros em 450 quilômetros, a maior parte na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Quando chegam em Campos Novos, os dois se juntam e nasce o Uruguai. |
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Dali até a mansidão do Pampa, o trecho é vencido rapidamente. Por um capricho da natureza, em apenas 400 quilômetros,
até o rio Peperi-Guaçu, na divisa de Santa
Catarina com a Argentina, um mar de água doce
cai, em média, meio metro por quilômetro. Encaixado
entre montanhas de até 700 metros, espremido Esse trecho, que recebe águas de 46,3 mil quilômetros quadrados do solo gaúcho e de outros 20 mil do solo catarinense, não é navegável, exceto quando as cheias encobrem os saltos e, rio abaixo, transformam o Pampa em um imenso mar. Chove muito em todo o Alto Uruguai. As médias anuais são superiores a 1.400 milímetros em qualquer ponto da bacia. Nas cheias de que se tem registro, a vazão chegou a mais de 31.500 metros cúbicos por segundo na região de Itá. Portanto, quando o rio sobe, a correnteza é tão forte que só se navega rio abaixo. Subir o Uruguai a partir da foz do Peperi-Guaçu é quase impossível, o que foi logo descoberto pelos conquistadores portugueses e espanhóis, há quase 500 anos. Os primeiros mapas da parte meridional
da América do Sul, datados
de meados do século XVI, comprovam os grandes
feitos dos conquistadores. Entrando pelo
Prata, eles mapearam rapidamente uma vasta área
do norte da Argentina, do Brasil central e do
Paraguai, graças às facilidades de navegação do
Paraná, Paraguai e seus afluentes. Nos mapas,
o rio Uruguai é um traço curto, correspondendo
a sua parte baixa, a parte navegável do Pampa.
As referências param na foz do Peperi-Guaçu,
porque subir o Uruguai a partir daí não implicava |
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Rio Uruguai |
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