| UHE-Itá - uma história: Balceiros |
Imagine Para acelerar a ocupação, o governo catarinense repassou a empresas particulares imensas glebas de terras. A idéia era atrair colonos descendentes de europeus, sobretudo de italianos e de alemães, que haviam ocupado a Serra Gaúcha a partir de 1870, mas que não encontravam mais espaço para expandir suas atividades agrícolas dentro do Estado. Neste movimento, quase toda a parte norte do Rio Grande do Sul já estava ocupada, restando por volta de 1920 apenas as regiões mais próximas ao rio Uruguai, e, principalmente, as terras do lado catarinense. Nos 40 anos seguintes, a Região Oeste de Santa Catarina recebeu milhares de migrantes, num dos maiores fluxos internos do país, quando foram fundadas centenas de comunidades, entre elas cidades como Itá e Concórdia. |
A idéia era
atrair colonos
descendentes |
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Até 1950, o rio Uruguai foi fundamental para a primeira atividade econômica que permitiu grande acumulação de capital nas novas colônias: o corte e a comercialização de madeiras. Rica em espécies nobres de florestas subtropicais como o cedro e a canela, e em outras espécies das florestas de araucária, especialmente o pinheiro, a atividade madeireira predominou em todas as novas comunidades. Abatia-se a floresta, e a madeira, em pranchas ou toras, era carregada para as margens do rio Uruguai. Amarrada em gigantescas balsas, ficava a espera de uma enchente capaz de permitir a navegação sobre saltos e corredeiras,
rumo a São Borja, Uruguaiana e Buenos Aires. Milhões de metros cúbicos de madeira seguiram
rio abaixo. Os lucros da atividade sustentaram
os primeiros empreendimentos e as primeiras
indústrias. Nas clareiras abertas, os colonos
faziam roças de milho, utilizado para alimentar
suínos, iniciando os primeiros elos de uma
cadeia produtiva de carnes que se tornaria a base
da economia local a partir dos anos 60. Mas, com
o fim da madeira e a abertura de estradas de
rodagem, o rio Uruguai foi esquecido. Não havia |
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