Unidades de Conservação Usina Hidrelétrica Itá |
A FEPAM/RS em 1990 realizou uma solicitação para efetuar um estudo da vegetação existente no Estado do Rio Grande do Sul com o objetivo de identificar áreas com potencial para a implantação de Unidade de Conservação, visando a reposição das perdas também em seu Estado. Desta forma, foram elaborados estudos complementares através de levantamentos e mapeamentos dos remanescentes de vegetação primária e secundária, em bom estágio de regeneração natural, existente no território gaúcho, e verificada a viabilidade de implantação da Unidade de Conservação em área que incluísse, além de representantes da Floresta Estacional Decidual comunidades de Sarandís ou com condições de receber as espécies endêmicas a serem preservadas. A partir de várias discussões com os Órgãos Ambientais Estaduais, em 1994, ficou definido que a Unidade de Conservação para UHE Itá seria composta por duas áreas: a primeira, no Estado de Santa Catarina, composta de uma gleba de terras de 476,1291 ha, localizada na Barra do rio dos Queimados, no Município de Concórdia; e mais uma área próxima a esta que, com a formação do lago, formará uma ilha de 264,9768 ha, totalizando 741,1059 ha; a segunda área, no Estado do Rio Grande do Sul, na Foz do Lajeado Teixeira Soares, no município de Marcelino Ramos com 461,2324 ha. Apesar de ter sido definido pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente, Universidades locais e o IBAMA-DF a categoria do manejo para as duas áreas como sendo de Estação Ecológica, conforme Plano de Manejo aprovado no PBA-UHE Itá, surgiu a oportunidade de se rediscutir com os Órgãos Ambientais a categoria de manejo mais apropriada para as duas Unidades. Com a decisão do IBAMA Federal em repassar para os órgãos estaduais a definição da categoria de manejo, foi definido pela criação de um Parque Estadual em Santa Catarina e um Parque Municipal em Marcelino Ramos no Rio Grande do Sul. Em ambas as unidades foram elaborados estudos de Flora e Fauna, que podem ser consultados em seus planos de manejos. Destes estudos detalhados pode-se destacar: a realização de mapeamento das tipologias da vegetação, a localização através do GPS das árvores matrizes (porta sementes), a identificação e acompanhamento da dispersão das espécies exóticas invasoras, o levantamento das espécies arbóreas com as principais características ecológicas (fenologia, morfologia, dispersão, etc.), o acompanhamento e transplante das espécies endêmicas (Dyckia distachia); monitoramento do desenvolvimento da regeneração natural para verificar necessidade de intervenção. Já para o estudo da fauna foram: construídos armadilhas para identificar a fauna existente, identificação do habitat das principais espécies, estudo de populações, a composição de classes e outros detalhados no plano de manejo.
Com a implantação parcial do Plano de Manejo já foi possível incentivar a realização de projetos de pesquisa na área de Barra dos Queimados (Parque Estadual Fritz Plaumann). Dos quais pode-se destaca-se:
Atualmente foi formada uma OCIP para o Parque Frtiz Plaumann. Esta organização propiciou o incentivo para ampliação nas estruturas de monitoramento e reforma do centro de pesquisa. As universidades locais e pesquisadores estão desenvolvendo ações de sustentabilidade no parque. Destaca-se o monitoramento da proliferação de espécies exóticas, em especial a Hovenia dulcis (Uva-do-japão) que devido ao seu alto poder de disseminação que prejudica o desenvolvimento e a regeneração das espécies nativas e monitoramento da fauna. Através do Decreto nº 1994, de 28 de setembro de 2005, a prefeitura municipal de Severiano de Almeida criou o Parque Municipal de Preservação Ambiental – PMPA, de domínio público, com o objetivo principal de proteção dos recursos naturais, da flora e fauna e reconstituição da mata ciliar. |