A Obra, ano a ano

1966 – 1969
O Comitê de Estudos Energéticos da Região Sul desenvolve estudos para caracterizar os recursos hidro energéticos da bacia do rio Uruguai e montar um programa de construção de usinas hidrelétricas.

1977 – 1979
Os estudos são revisados levando em conta  não apenas o melhor aproveitamento energético do rio,  mas também aspectos socioeconômicos, culturais,  fisioterritoriais e ecológicos.
Deste inventário sai um projeto dimensionado com 22 usinas em toda bacia. Itá figura entre as prioritárias, devido ao seu porte e ao custo relativamente baixo da energia firme gerada.

1979 – 1981
São realizados os estudos de viabilidade, mais tarde revistos (entre 1984 e 1985), devido a mudanças  hidrológicas da bacia causada  por enchentes. Nesta  fase, altera – se  o posicionamento da barragem, que passa a ficar a montante  da foz do Rio Uvá.  Com isso perdeu – se um pouco de área de reservatório, mas a região , habitada, foi poupada do alagamento. Nesta época, começam as providências com relação à relocação da cidade de Itá.

1986 – 1987
Desenvolvimento e revisão do projeto básico, aprovado pelo Departamento Nacional de Água e Energia Elétrica.

1989
O Brasil decreta moratória   e o financiamento acordado com o Banco Mundial para a Construção da Usina é suspenso.

1993
A publicação de dois decretos federais autoriza a parceria entre estatais e iniciativa privada para a finalização de obras de  hidrelétricas que estavam paradas, passando as empresas privadas a Ter o direito de explorar economicamente a energia gerada,
1994
Lançado 10 de junho o edital de licitação para a escolha do consórcio que se associará a Eletrosul. As propostas foram entregues no dia 20 de outubro por dois grupos interessados. No dia 06 de dezembro é divulgado o nome do grupo vencedor. A Assossiação de Auto – Produtores Independentes, formada pela compahia Siderúrgica Nacional (CSN), PPH, Poliolefinas (ambas pertencentes à Odebrecht Química) e Cia de Cimento Itambé, sai vitoriosa.

1995
Em janeiro o resultado da licitação é homologado.  O Consórcio Itá é formado por uma sociedade entre Eletrosul, hoje Tractebel, e a Itasa.

Esta por sua  vez , é formada pelas empresas da Associação de Auto – Produtores Independentes. A Itasa será a responsável pelas obras civis. E de montagem da Usina, orçadas em cerca de U$ 700 milhões. Com financiamento do BNDES e recursos próprios, a Itasa contrata  um grupo de empresas, o Conita (formado por CBPO, Tenenge, Engevix, ABB, Bardella, Ansaldo Coesma, Alstom e Voith), para realizar a obra, através de um contrato turn – Key – preço a prazo fechados. Mas um recurso judicial movido pelo grupo perdedor acaba atrasando novamente o início da obra.

1996
Em 1º de março as  máquinas começam o lançamento de material rochoso no leito do rio Uruguai para a construção de uma ensecadeira.

1997
Em 15 de maio a casa de força começa a ser concretada.  Um mês e e meio depois inicia-se a montagem  dos equipamentos eletromecânicos. Em 24 de setembro, o rio Uruguai é desviado através de cinco túneis escavados em rochas.

1998
A Gerasul, estatal constituída a partir da  cisão da Eletrosul para a geração de energia elétrica, é privatizada em Setembro. O comprador é o grupo Belga Tractebel, que por US$ 801 milhões adquire 68,63 % de sua estrutura acionária.
1999
No dia 15 de dezembro o último túnel de desvio do rio é lacrado, e começa o enchimento do reservatório, que em pouco tempo ocupa uma área de 141 Km².
2000
Em junho, a Gerasul adquire a fatia que a Odebrecht possuía na Itasa, e passa a controlar 70 % da usina. Em 8 de julho, depois de meses de testes realizados, a primeira das cinco  unidades geradoras entra na  chamada  geração comercial. A usina  Hidrelétrica Itá começa a gerar de fato. A Segunda máquina entra em geração comercial no dia 28 de agosto , um mês antes do estipulado em contrato.  A entrada em operação das outras máquinas também foi adiantada substancialmente.
2001
Fim da Obra. O início do funcionamento pleno da Usina Hidrelétrica Itá.